Não há dúvida que a motivação é uma condição fundamental para realizar um trabalho. Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa feita pela consultoria Right Management, ela é capaz de aumentar em 50% a produtividade dos profissionais. Essa é uma porcentagem bem alta e só comprova o quanto tê-la pode ser benéfico para a nossa vida.
Porém, saber as suas vantagens não é o suficiente. Vamos ser sinceros, nem sempre você terá motivação para estudar, para trabalhar ou para qualquer outra atividade. Inclusive, em muitos casos, a vida vai te colocar em situações ou trabalhos em que estar ou não motivado, não importa.
Por isso, neste texto, eu quero explicar o que é motivação e dar algumas dicas do que você pode fazer para lidar com esses períodos complicados, em que temos tudo, menos vontade. Continue!
O que é motivação?
Existem muitas teorias sobre esse assunto. É sério! É só dar uma olhada na Wikipedia que você vai entender do que estou falando. Entretanto, aqui, eu quero utilizar duas conclusões bastantes interessantes e que, para mim, fazem todo o sentido para explicar o que é motivação.
A primeira é a teoria criada pelo psicólogo americano, Abraham Maslow. Nela, a motivação vem diretamente das necessidades humanas, desde as mais primitivas até as mais complexas. Existe até um gráfico para explicar isso, chamado pirâmide de Maslow. Você pode ver aqui:
O grande problema dessa teoria é que ela explica apenas uma parte, basicamente, o que seria motivação pessoal. Ela não define, por exemplo, o que faz você escolher ovos quando está com fome, em vez de qualquer outra coisa. Ok. Você está com fome e precisa comer, mas por que naquele momento você sente vontade de ingerir isso e não aquilo?
Já a segunda teoria vem de outro psicólogo, Falko Rheinberg. Para ele, a motivação está relacionada com o resultado. O que quero dizer é que você toma certa atitude já pensando no que aquilo gerará, em como isso vai ser benéfico para você.
Um exemplo? Ser motivado a estudar inglês: você pode fazer isso porque pretende morar fora ou para conseguir um emprego melhor. Veja que, nessas situações, são propósitos futuros que fazem você querer estudar, não apenas a necessidade de aprender uma nova língua.
Sendo assim, podemos dizer que motivação significa a junção de duas concepções diferentes: necessidade e retorno.
Como ter motivação, mesmo em períodos de pouca vontade?
Um consenso sobre todos os autores que estudaram esse assunto é que a motivação vem de dentro do indivíduo. Isso quer dizer que não são exatamente estímulos externos que fazem uma pessoa se sentir motivada.
Um bom sinal, já que significa que, independentemente da situação ou do tipo de trabalho que você tenha, é possível ter motivação diária. Aqui, separo três dicas do que se pode fazer e o que funciona para mim.
Saiba qual é a sua necessidade
Acho que a primeira coisa que é preciso saber sobre motivação é que, ao fazer qualquer atividade, você precisa lembrar o que te motivou àquilo. Isto é, qual é a sua necessidade básica para fazer o que faz?
Por exemplo, supomos que você aceitou um trabalho para escrever três textos sobre um assunto muito complexo que não tem nada a ver com a sua área. Geralmente, nessas horas, se você não sente vontade nenhuma, é interessante olhar para a sua aspiração mais básica que, nesse caso, é escrever.
Procurar internamente o porquê e o que fez você escolher justamente essa profissão, é uma grande dica para manter o estímulo.
Tenha um propósito
Ter um propósito bem definido pode te ajudar muito a não perder a motivação. Acho interessante deixar claro que isso é diferente de preencher uma necessidade apenas. Nesse sentido, o propósito precisar ser algo mais complexo, afinal, lembrar que gosta de fazer algo pode não ser suficiente.
Saber que está fazendo isso para um objetivo maior, como investir em uma viagem ou comprar um carro, é uma maneira de não perder o foco e continuar motivado para alcançar aquela meta.
Valorize o que faz
Reconhecimento é muito importante para tudo o que fazemos e, se você é freelancer, isso pode não ser uma constância na sua vida (a relação entre cliente e freela costuma ser um tanto distante). Porém, você mesmo pode ser a pessoa que vai reconhecer o seu trabalho.
Procure enxergar os seus esforços e criar o hábito de olhar o que já fez e ver os pontos positivos disso. O ideal é que, periodicamente, você analise o seu trabalho. Você vai perceber que reconhecer as suas qualidades pode te ajudar a encarar os próximos trabalhos com mais facilidade, além de te ajudar a se sentir mais confiante.
Eu tenho certeza que com essas dicas sobre motivação, você vai conseguir lidar melhor com o seu trabalho, inclusive, com aqueles que não são tão interessantes para você. Gostou do texto sobre motivação? Quer continuar entendendo mais sobre o mundo da produção de conteúdo? Então, acesse o meu texto sobre como se preparar para escrever!


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